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MEMÓRIAS DO TRABALHO

A Antropologia em Portugal tradicionalmente tem tratado o tema do Trabalho associado às questões do Património Industrial. O olhar dos antropólogos tem-se centrado, sobretudo, nas questões tecnológicas da produção (seja ela em meio rural ou industrial) e nos estatutos sociais relacionados com determinada actividade laboral. Muitas vezes, assuntos como a identidade e a memória dos trabalhadores, as suas representações e os discursos que produzem têm ficado afastados das preocupações dos antropólogos, como se uma (qualquer) actividade profissional não tivesse sempre como protagonistas os seus trabalhadores.

Sob o título “Memórias do Trabalho” juntamos aqui três textos com origem nas comunicações apresentadas pelas respectivas autoras ao Terceiro Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia “Afinidade e Diferença” (em Lisboa, no mês de Abril de 2006). Em comum, adoptam como objecto de estudo central, não uma actividade laboral específica ou um conjunto de técnicas e sistemas de produção, mas os homens e mulheres trabalhadores, colocando como questão primordial das suas análises sobre o Trabalho e os Trabalhadores os temas da memória e identidade profissionais.

Frequentemente, a recolha de memórias e discursos de trabalhadores é entendida apenas como mais um instrumento de trabalho dos antropólogos, inserida num vasto conjunto de metodologias e técnicas da investigação antropológica. A questão da memória do trabalho é entendida, pelas autoras, de uma forma diferente da que é habitual, permitindo, não só uma abertura às outras ciências sociais (uma vez que a memória é um terreno de interdisciplinaridade), como também o acolhimento de novas perspectivas (para além do tratamento da recolha de memórias como uma mera questão metodológica).

Propõe-se aqui uma abordagem epistemológica diferente sobre as memórias dos trabalhadores, pautada por duas linhas orientadoras principais: por um lado, entende-se claramente a questão da memória como intrinsecamente ligada à questão da identidade, assim o modo como os trabalhadores recordam e falam da sua actividade e de si próprios enquanto tal é, sobretudo, um elemento que reflecte (e define) uma identidade; por outro lado, revelam-se homens e mulheres que são, frequentemente, remetidos ao silêncio (apesar de serem protagonistas da História e das suas histórias).

  1. Inês Fonseca.
    Identidades e memórias em torno de uma mina: o caso de Aljustrel.

  2. Sónia Ferreira.
    Entre a casa e a fábrica: Memórias do trabalho operário no feminino.

  3. Dulce Freire.
    Entre a propriedade e o salário. Memórias dos trabalhos agrícolas em Alpiarça (anos 50/80).


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